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Governança em PLD: quem garante que os controles realmente funcionam?

Governança em PLD: quem garante que os controles realmente funcionam?

Governança não é apenas ter uma política de PLD/FTP. É definir responsabilidades, alçadas, supervisão e mecanismos para que a prevenção faça parte das decisões da organização.

Quando falamos em PLD/FTP, é comum destacar KYC, monitoramento, análise de operações e comunicação ao Coaf.

Mas existe uma estrutura que conecta todos esses elementos: a governança.

No Programa de PLD/FTP, a governança aparece junto de políticas e procedimentos como um dos pilares fundamentais.

Na prática, uma boa estrutura de governança deve estabelecer:

• Uma política de PLD/FTP, baseada em princípios e diretrizes voltados à prevenção da utilização da instituição em práticas de LD/FTP;

• Papéis e responsabilidades claramente definidos para cada área envolvida;

• A definição de alçadas para tomada de decisões;

• Estrutura de fóruns e comitês, quando aplicável;

• Critérios para escalonamento de situações de maior risco.

Outro ponto importante é a responsabilidade da alta administração.

O material destaca que a política de PLD/FTP deve conter diretrizes emanadas da alta administração e contribuir para o desenvolvimento de uma cultura organizacional voltada à PLD/FTP.

Também é prevista uma governança adequada para assegurar o cumprimento da política, dos procedimentos e dos controles internos, incluindo a indicação formal de diretor responsável pelo cumprimento das obrigações.

Isso demonstra que PLD/FTP não deve ser tratado como uma responsabilidade isolada de uma área.

A estrutura deve envolver diferentes níveis de atuação.

E como saber se essa governança está funcionando?

É necessário olhar para a efetividade.

A avaliação anual deve considerar, entre outros aspectos, a governança da política de PLD/FTP e sua gestão por meio de métricas e indicadores. Quando são identificadas deficiências, devem ser elaborados planos de ação, com acompanhamento pela alta administração.

Ou seja:

Governança → execução → monitoramento → avaliação → correção.

Esse ciclo é importante para evitar que a política exista apenas no papel.

Reflexão

Uma organização pode ter sistemas sofisticados, inúmeros controles e políticas muito bem estruturadas.

Mas a pergunta essencial continua sendo: quem acompanha os riscos, quem toma as decisões e quem cobra a efetividade dos controles de PLD/FTP?

Governança em PLD não é simplesmente criar responsabilidades.

É garantir que elas sejam claras, exercidas e acompanhadas.

Uma governança de PLD/FTP consistente precisa estar conectada aos processos e à realidade da organização.

 

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