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KYE: sua instituição conhece realmente quem está por trás dos controles?

KYE: sua instituição conhece realmente quem está por trás dos controles?

Conheça seu funcionário vai além da contratação: trata-se de compreender antecedentes, conflitos de interesse e possíveis vulnerabilidades relacionadas a crimes financeiros.

Quando falamos em PLD/FTP, é natural pensar primeiro em KYC — Know Your Customer.

Mas existe outro relacionamento que merece atenção:

KYE — Know Your Employee, ou Conheça seu Funcionário.

A lógica é simples: assim como uma instituição precisa conhecer seus clientes, também precisa compreender os riscos relacionados às pessoas que trabalham dentro da organização.

A própria abordagem de KYE parte do reconhecimento de que um funcionário interno pode representar uma ameaça de lavagem de dinheiro tão relevante quanto um agente externo.

O que um programa de KYE busca conhecer?

Entre os principais aspectos estão:

• Antecedentes do funcionário;

• Conflitos de interesse;

• Suscetibilidade à cumplicidade com lavagem de dinheiro;

• Informações relevantes sobre funcionários, contratados e determinados terceiros envolvidos nos controles de PLD/FTP.

Mas KYE não deve ser entendido apenas como uma consulta realizada antes da contratação.

Uma estrutura adequada pode envolver:

• políticas e procedimentos;

• controles internos;

• descrições claras de cargos;

• níveis de autoridade;

• códigos de ética e conduta;

• mecanismos de responsabilização;

• monitoramento;

• controles duplos;

• treinamento contínuo;

• procedimentos de triagem de antecedentes.

As fontes destacam ainda a importância de considerar funcionários, contratados e fornecedores que apoiam controles relacionados a PLD/FTP.

⚠️ E existe um ponto importante: o risco pode mudar ao longo do relacionamento.

Por isso, dependendo da função e das circunstâncias, a organização pode precisar considerar uma abordagem contínua de triagem, inclusive em situações como mudança para posições de maior responsabilidade.

Outro elemento fundamental é o treinamento recorrente.

Não basta estabelecer regras. Os funcionários precisam compreender o que se espera deles, quais são suas responsabilidades e como devem agir diante de situações potencialmente relacionadas a irregularidades.

Reflexão

Em PLD/FTP, muitas vezes procuramos o risco fora da instituição.

Mas existe uma pergunta que também precisa fazer parte da avaliação: os nossos próprios processos permitem que uma pessoa interna contorne, enfraqueça ou explore os controles existentes?

KYE não significa presumir que o funcionário representa um risco.

Significa estruturar mecanismos para conhecer, prevenir, identificar e tratar riscos relacionados ao ambiente interno, de forma proporcional às funções e às características da organização.

 

 

Como a AFCo. pode te ajudar?

Fortalecer o KYE é também fortalecer a primeira linha de proteção da organização.

Nossa assessoria especializada em prevenção a crimes financeiros pode apoiar instituições no aprimoramento de processos, controles, governança e estratégias de prevenção, identificação e tratamento de riscos relacionados a crimes financeiros, incluindo a estruturação e avaliação dos controles relacionados a KYE.

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